Vejo a vida em um segundo
O fluxo arde em um piscar
Ando correndo pelo mundo
Itinerante, como sonhar?
Vejo o tempo a rir, oportuno
Impulsiono minhas pernas ao ar
Ando saltando, ando caindo
Itinerante, como parar?
Vejo o céu descolorir ilusões
A falsa nuvem se dissipar
Ando com medo, ando fugindo
Itinerante, como gritar?
Vejo faíscas sumirem no escuro
Não há mais o que enxergar
Ando longe, ando sem rumo
Itinerante, como voltar?
sexta-feira, 5 de março de 2010
terça-feira, 26 de maio de 2009
Nada (Morte)
Quando o peito se abre
Quando a transparência deixa tudo passar
Não há mais nada
A ser impedido, nem nada a duvidar
Quando a transparência deixa tudo passar
Não há mais nada
A ser impedido, nem nada a duvidar
Quando os olhos abraçam o mundo
Sem medo, mas sem entender
O corpo se entrega e não há mais nada
A ganhar ou a perder
Sem medo, mas sem entender
O corpo se entrega e não há mais nada
A ganhar ou a perder
Quando o coração se arrisca e grita
Sem nenhuma proteção
Não há mais nada a ser curado
E as feridas abrem um vão
Sem nenhuma proteção
Não há mais nada a ser curado
E as feridas abrem um vão
Quando a alma se deixa viver, enfim
Sem disfarce ou hora marcada
O mundo se mostra um precipício,
E te empurram
para onde não houver mais nada.
Sem disfarce ou hora marcada
O mundo se mostra um precipício,
E te empurram
para onde não houver mais nada.
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