No contexto, o carnaval
Um pretexto, a novidade
De novo, de velho, dilacero
Meu peito, eu dilacero, dilacero...
Sem dó, hasta el pozo
Dilacerando, morrendo, gritando
Sangrando, rasgando
Escorre em meu rosto
O pretexto, a novidade
A velha, a cega, a coisa
que eu quero que morra
Sem saber, sem sofrer
Apenas vá para longe daqui....
Pra longe do meu peito.
Adeus, provocação
Sem mais nenhuma alternativa
Sem Guerra
Dilaceremo-nos
Juntas
Ligadas pela condição
de mulher.
Expulsemo-nos da guerra.
Vomitemos
na cara dele. Escorra.
Agora morra.
Em paz.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
sábado, 4 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Amanheceu solidão
Leve como uma pluma
Breve como uma cena
O canto beija a sereia
E passeia. E me condena.
Assim os gemidos choram
Os olhos se apagam, os corpos se apertam
Escuridão. O sonho nostálgico do momento
Em que se deram as mãos
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Ossentir
Um pássaro sobrevoa este momento.
Enquanto isso se equilibra
numa tênue linha, ao vento.
Quase se deixa cair, quase se entrega ao mar
Quase anoitece, quase canta
A quem não quer abandonar
Da tempestade, foge veloz
Ave ingênua, assim como nós
Descobre, na busca pela Paz,
Que voando não se chega ao cais
Ó tênue linha,
Tu és firme, insensível ao peso...
Mas somente em ti sou capaz de criar
A beleza do pássaro indefeso
Enquanto isso se equilibra
numa tênue linha, ao vento.
Quase se deixa cair, quase se entrega ao mar
Quase anoitece, quase canta
A quem não quer abandonar
Da tempestade, foge veloz
Ave ingênua, assim como nós
Descobre, na busca pela Paz,
Que voando não se chega ao cais
Ó tênue linha,
Tu és firme, insensível ao peso...
Mas somente em ti sou capaz de criar
A beleza do pássaro indefeso
sexta-feira, 5 de março de 2010
Itinerante
Vejo a vida em um segundo
O fluxo arde em um piscar
Ando correndo pelo mundo
Itinerante, como sonhar?
Vejo o tempo a rir, oportuno
Impulsiono minhas pernas ao ar
Ando saltando, ando caindo
Itinerante, como parar?
Vejo o céu descolorir ilusões
A falsa nuvem se dissipar
Ando com medo, ando fugindo
Itinerante, como gritar?
Vejo faíscas sumirem no escuro
Não há mais o que enxergar
Ando longe, ando sem rumo
Itinerante, como voltar?
O fluxo arde em um piscar
Ando correndo pelo mundo
Itinerante, como sonhar?
Vejo o tempo a rir, oportuno
Impulsiono minhas pernas ao ar
Ando saltando, ando caindo
Itinerante, como parar?
Vejo o céu descolorir ilusões
A falsa nuvem se dissipar
Ando com medo, ando fugindo
Itinerante, como gritar?
Vejo faíscas sumirem no escuro
Não há mais o que enxergar
Ando longe, ando sem rumo
Itinerante, como voltar?
terça-feira, 26 de maio de 2009
Nada (Morte)
Quando o peito se abre
Quando a transparência deixa tudo passar
Não há mais nada
A ser impedido, nem nada a duvidar
Quando a transparência deixa tudo passar
Não há mais nada
A ser impedido, nem nada a duvidar
Quando os olhos abraçam o mundo
Sem medo, mas sem entender
O corpo se entrega e não há mais nada
A ganhar ou a perder
Sem medo, mas sem entender
O corpo se entrega e não há mais nada
A ganhar ou a perder
Quando o coração se arrisca e grita
Sem nenhuma proteção
Não há mais nada a ser curado
E as feridas abrem um vão
Sem nenhuma proteção
Não há mais nada a ser curado
E as feridas abrem um vão
Quando a alma se deixa viver, enfim
Sem disfarce ou hora marcada
O mundo se mostra um precipício,
E te empurram
para onde não houver mais nada.
Sem disfarce ou hora marcada
O mundo se mostra um precipício,
E te empurram
para onde não houver mais nada.
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